Diástase abdominal

"Fomos verificar a nossa técnica, por Ecografia."

Por Sofia Amorim, Professora e Directora do Mais Vida Portugal.

No meu percurso de cerca de 9 anos a trabalhar com Mulheres no Pós-parto, tenho desenvolvido conhecimentos e cada vez mais interesse, por esta área da recuperação, a Diástase Abdominal.

Há pouco tempo uma Mãe perguntava-me: "Mas antes as Mulheres não tinham diástase? Porque só agora se fala tanto nisso?" A minha resposta mais imediata foi que os tempos mudam... o trabalho que desenvolvemos nas nossas profissões actualmente, é mais sedentário, do que há 40 anos atrás. O que leva a um maior enfraquecimento muscular, menor estrutura de suporte, que piora toda a parte postural e enfraquece o abdómen. Para além disso a nossa preocupação pela estética aumentou muito e ainda bem...as Mulheres gostam de se ver e se sentir bem, preocupando-se com a recuperação do seu corpo.


Ou seja, a diástase abdominal é nada mais do que o afastamento que os rectos abdominais sofrem durante a gravidez, para o processo de desenvolvimento do bebé. Logo até aqui tudo normal, sendo que o processo passa a ter um factor patológico, quando este afastamento não retorna por si só e a linha alba (tecido conjuntivo que une esses músculos) fica enfraquecida ou sofre um rompimento.



Algumas técnicas que não foram especificamente desenvolvidas para esta patologia, têm vindo a ser divulgadas como "óptimas" para o fecho deste afastamento dos músculos abdominais. Mas é bom referir que não existem bases científicas que o comprovem, visto a diástase abdominal ser um tema de estudo complexo e que envolve uma série de estruturas e não só a parede abdominal isoladamente.

Logo aqui o ESSENCIAL será, avaliar a qualidade do tecido e de resposta aos exercícios de cada pessoa, a fim de se gerenciar com segurança a progressão para um fecho ou melhora, da Diástase abdominal.

Fomos verificar a técnica que utilizamos, por ecografia abdominal.

A técnica respiratória utilizada, baseia-se na capacidade do sistema de gerar tensão através da linha alba, com um soalho pélvico voluntário e contracção abdominal transversal. Este controle respiratório, aumenta a consciência corporal e estimula a tensão e fecho dos rectos abdominais, mantendo-se em todo o processo uma respiração controlada mas fluída, sem apneias.

Na imagem 1 - Temos o exemplo de uma parede abdominal, com 3 dedos de afastamento em relaxamento. Apontado a vermelho a zona de diástase.

Na imagem 2 - Temos a mesma parede abdominal com uma respiração de aumento de pressão intra-abdominal, idêntica à que é feita no dia-a-dia e que dilata a zona de afastamento, assim como a barriga.

Na imagem 3 - Temos a parede abdominal analisada, com a aplicação da respiração para fecho dos rectos abdominais. Em que se verifica claramente, que o afastamento é totalmente encerrado.

É importante salientar que para existirem resultados, todas as estruturas envolventes têm de ser trabalhadas, logo o treino neuromuscular, proprioceptivo, postural, de criação de força e resistências, são parte fundamental desta recuperação.


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Por Professora Sofia Amorim

Directora do Programa Mais Vida Portugal

www.mais-vida.com

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